Fernando Pessoa disse “Navegar é preciso” e, em tempos de crise, sem olhar para a abordagem como fuga, mas como busca de novas oportunidades e evolução, é natural que muitos busquem em outras águas, a chance de sobrevivência em meio ao mar agitado e tempestivo.

Trabalho com desenvolvimento de software há 27 anos. Muitas crises vieram e todas se foram. Em cada uma delas sempre foi possível encontrar oportunidade de aprendizado e de crescimento.

Sem dúvida, a exportação, seja ela de serviços ou produtos, sempre foi a oportunidade de buscar uma alternativa consistente, reduzindo riscos em momentos instáveis como os que vivemos hoje.

Exportar é algo sério e que necessita de planejamento, muito empenho e, principalmente, tempo. Não podemos ficar cegos face às expectativas potencializadas por nossas necessidades imediatas, nos deixando levar pelo impulso.

Certamente, casualidade e sorte são importantes em qualquer processo de sucesso, mas a persistência é o fator decisivo. O trabalho e planejamento ágil devem ser contínuos, adaptando-se a cada etapa, mantendo-se o objetivo, ainda que não seja pelo caminho inicialmente pretendido.

Desbravando outros mares

Trabalhar no Brasil, com brasileiros e para empresas no Brasil, certamente é um cenário único e fértil, que te desafia a evoluir sempre. Quando, há mais de 10 anos decidimos exportar, mesmo com toda experiência que o mercado brasileiro nos trouxe, e a vantagem do excelente nível dos profissionais aqui abundantes, fomos desafiados a níveis que foram muito além do nosso domínio tecnológico. Era preciso entender os problemas e soluções de clientes que desconhecíamos e que nos desconheciam.

 

A tentativa de se comunicar e interagir em outra língua e a barreira ao que é diferente, à carga cultural histórica do lugar, são alguns exemplos que desafiaram ainda mais o processo. E foi toda essa dificuldade, alinhada ao profissionalismo e seriedade, que forjaram e selecionaram os profissionais, processos e abordagens num nível sem comparação.

 

Nesse cenário, não houve outro meio, senão a humildade em admitir as deficiências, o trabalho duro na capacitação e a consciência de que o resultado financeiro demoraria. Só assim, focados no que podemos adicionar de fato, iniciamos um processo de crescimento sólido e contínuo.

Mesmo quando o mercado no Brasil era mais atrativo financeiramente, mais conhecido e natural, com escassez de profissionais e crise no mercado internacional, insistimos no processo de exportação. Hoje, em momentos de crise no Brasil, a exportação complementa nosso resultado e nos ajuda a entregar soluções não só para o mercado exterior, mas também para o mercado brasileiro. É melhorando a eficiência operacional, reduzindo custos ou ampliando a oportunidade de receita de nossos clientes que fazemos a diferença aqui no Brasil ou em qualquer outro lugar.

 

A grande lição de tudo isso foi básica e nem sempre a mais recomendada se  os objetivos pretendidos forem de resultados rápidos ou de oportunidade: diversificar, encontrar em cada fraqueza a oportunidade de melhoria, ter foco, entender que a caminhada é feita um passo por vez e saber onde se quer chegar, mesmo que muitas vezes seja preciso mudar de direção.

 

alexandre-mac-fadden-3 Este texto foi escrito por Alexandre Mac Fadden, Int’l Operations da Programmer’s. Você pode conferir a versão original do texto no Pulse.

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