Por Rafael Dourado

O setor de energia está atravessando profundas transformações que impactam na geração e no consumo de energia. No Brasil, é indiscutível que estamos vivendo uma crise no setor. Muitas entidades e especialistas têm discutido sobre o risco de um apagão, mas por meio da expansão do uso da tecnologia, pode-se encontrar uma perspectiva mais positiva para enfrentar o cenário atual à luz da inovação e da jornada digital.

A transformação digital já se espalha por diversos segmentos da economia, ocasionando uma intensa inovação nos negócios, formas de consumo e na disponibilidade de serviços. Pensar em uma era com milhões de dispositivos de uso diário conectados entre si é cada vez mais palpável com as novas tecnologias de digitalização. Esse conceito representa uma nova realidade que também já está presente no setor energético.

A inovação tecnológica nesse segmento caminha para solucionar inúmeros desafios na distribuição, geração e transmissão de energia. Isso proporcionará um ganho na eficiência energética e as organizações do setor também passarão a incorporar e a oferecer um portfólio de soluções digitais, como proteção, automação e digitalização; medição de autoleitura; big data; analytics; cibersegurança e softwares para simulação e gerenciamento do sistema de energia.

Toda essa iniciativa também poderá impactar no consumidor final, pois com um setor elétrico mais eficiente, o cliente passa a ser um protagonista cada vez mais consciente do seu papel. Hoje, ele pode gerar a própria energia e até trocar por créditos. Tudo isso possibilita a inteligência na operação, análises em tempo real, integração de diversas tecnologias nas redes elétricas que resultam em maior eficiência e ganho operacional.

Nesse sentido observa-se a proliferação de tecnologias digitais, que permite que a energia seja produzida, transmitida e consumida de forma mais inteligente. Entretanto, as mudanças disruptivas, além de proporcionarem maior eficiência operacional, provocam também o aumento da competitividade no setor. Logo, a empresa de energia que não investir em soluções digitais certamente enfrentará problemas. Confira as iniciativas mais adotadas pelo setor:

Solução voltada para automatização de faturas, com previsão de consumo de energia para o consumidor

Toda empresa que busca eficiência energética e redução de custos operacionais em algum momento voltará sua atenção para como controla e gerencia os dados das suas faturas. O controle de faturas de energia é parte do processo de fazer gestão de energia e certamente é um ponto sensível. Além dos prejuízos que podem ocorrer devido a desvios não percebidos ou a multas decorrentes de pagamentos não efetuados, as faturas ainda representam uma enorme fonte de dados que subsidiam decisões estratégicas voltadas à eficiência energética em uma organização.

Serviço de Autoleitura de relógios de medição de energia com auditoria de imagem e integração de API via WhatsApp

As empresas precisam surfar nessa onda para terem uma gestão mais eficiente e aumentarem a qualidade no atendimento. Antigamente, havia um caderno no qual se anotavam mensalmente as leituras dos medidores, conhecido também como ‘Tala ou Livro de Leitura`. Esse termo ainda permanece, porém, com o tempo, as companhias passaram a usar coletores de dados, personal digital assistant (PDAs), smartphones e, atualmente, processos de telemedição. Essas soluções possibilitam a eliminação de todo o processo manual de leitura, também permitem agregar outros serviços, como o desligamento e religação remotos, análise e alarme por meio de sensores de tensão e corrente, entre outros.

Serviços 100% digitais e data analysis

Cada vez mais, vamos constatar um investimento crescente em inteligência artificial e soluções em nuvem para revolucionar o sistema elétrico e a relação com o consumidor. Outra tendência serão as aplicações em tecnologias para governança e proteção dos dados que auxiliam na automatização da segurança e coleta das informações para promover a melhoria da prestação de serviço e a experiência do consumidor. Com isso, iremos observar no setor elétrico a criação de modelos inovadores de negócios baseados na disponibilidade de dados e informação.

Gestão de Consumo

Chegaremos ao dia em que vamos vivenciar um consumidor cada vez mais protagonista no setor elétrico, passando a ter maior poder de decisão sobre a geração e a comercialização da energia. Nesse contexto, a gestão de consumo torna-se uma forte tendência. Com isso, o consumidor passa a ter maior liberdade de escolha do serviço de energia que deseja contratar, de forma transparente e facilitada, por meio de soluções inovadoras que promovem maior autonomia aos cidadãos. Um exemplo disso é o mercado livre de energia.

Mercado livre de energia: Brasil x EUA e Europa

A iniciativa consiste em ser um ambiente competitivo de negociação de energia elétrica em que os integrantes podem escolher a energia contratada de acordo com preço, quantidade de energia contratada, fornecedor, período de suprimento, pagamento, entre outras. Nesse ambiente, o usuário negocia o preço da energia diretamente com os agentes geradores e comercializadores, ou seja, o cliente é livre e pode escolher quem será o seu fornecedor de energia.

No Brasil, o mercado livre de energia corresponde a 28% do consumo nacional e vem crescendo em ritmo acelerado, mas ainda é pequeno em comparação a outros países. Nos Estados Unidos, 65% dos consumidores são livres. Já a produção de energia elétrica na União Europeia apresenta diferentes cenários. Na França, por exemplo, lidera a energia nuclear, na Estônia e Polônia, o destaque são as fontes de carvão. Enquanto na Dinamarca predominam as fontes renováveis.

A principal vantagem para o consumidor é a concorrência. Se você só tem uma empresa fornecendo energia, é obrigado a usá-la. No mercado competitivo, o consumidor vai poder trocar de empresa e, assim, quem não quiser perder o cliente terá que melhorar o serviço. De acordo com a Abraceel, Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia, a portabilidade já é possível em 54 países do mundo.

Plataforma de e-commerce

De olho no avanço do mercado livre, já se encontra no mercado o desenvolvimento de plataformas de e-commerce voltado ao consumidor final de menor porte. Com essa solução completa, as empresas poderão oferecer seus produtos e serviços voltados para o setor de energia de maneira 100% digital.

Diante desse cenário, a pergunta é: sua organização está preparada? Se antecipar aos seus concorrentes em busca de sustentabilidade pode fazer muita diferença, e ainda há inúmeras iniciativas possíveis: do investimento em usinas solares, o que pode possibilitar uma grande economia, caso seja utilizado um sistema de controle inteligente, pois isso torna possível acumular energia em horários mais baratos e economizar em horários de pico, por exemplo.

É importante reforçar que a transformação digital vai além de transformar algo físico em digital. O conceito otimiza os processos e recursos, reduz custos, possibilita acompanhamento em tempo real das informações e reinventa o modelo de relacionamento com o cliente, além de abrir novas oportunidades de negócios.

Por fim, o momento atual impõe desafios e oportunidades ao mercado de energia, mas não há dúvida de que o futuro do setor elétrico será renovável. No entanto, para promover o uso eficiente dos recursos naturais do planeta, será necessário investir em soluções tecnológicas para a modernização do setor elétrico.

Na Mídia

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