Por que minha companhia está se aculturando no ágil? Por que estamos implementando metodologias como Scrum, KanBan, entre outros frameworks? Você já se perguntou isso? Talvez sua resposta seja: para entregar mais rápido, ter um time performático e conseguir medir produtividade e custos dos projetos.

Sim, tudo isso é valido, porém é uma visão míope do que realmente é ser ágil e o que essas técnicas podem contribuir ao seu negócio e usuário final. O que mais vemos hoje no mercado, são empresas que ainda estão em um estágio inicial de maturidade ágil focando na entrega só pela entrega, tendo todas suas métricas baseadas em velocidade e produtividade com o objetivo de acelerar a finalização de cada item do backlog.

Porém, a agilidade só será realmente aproveitada completamente se a cada entrega o usuário já poder usufruir do produto e contribuir para a evolução do mesmo.

É preciso mudar a lente e ampliar o foco. Não adianta acelerar a entrega se dentro da caixa não tiver exatamente o que você precisa. E mais importante que isso, é preciso saber quais são os objetivos que quero alcançar com meu produto digital, tendo como foco gerar valor ao negócio. Portanto se basear exclusivamente em o quão rápido eu posso produzir algo não trará necessariamente todo impacto que seu negócio necessita.

Gerir o valor criado​

Mas então como posso aumentar o valor gerado aos meus clientes? Colher feedback constante é uma das maneiras mais efetivas. Com o ágil temos a oportunidade de inspecionar, ficar de olho no mercado, testar, perguntar, medir o comportamento do seu usuário final na experiência com seu produto, entre outras maneiras. Não usar isso a seu favor é perder a chance de enriquecer e adaptar o seu produto, o colocando em risco de ficar atrás da concorrência, ser esquecido ou até mesmo rejeitado pelo usuário.

Sugiro a seguinte reflexão: o quanto cada sprint está de fato subindo para produção e sendo coletado feedback?

Antes de medir, não esqueça de colher os feedback.

Você pode pensar: “Eu não estou fazendo isso porque é um produto novo”. Porém mesmo para produtos novos essa questão é relevante, pois você poderá lançá-lo no mercado antes mesmo da sua finalização, testando e adaptando seu planejamento de acordo com o retorno obtido de cada nova feature, módulo ou interação com seus clientes.

Portanto, seja criativo! Uma ideia simples que você pode aplicar nesses casos é abrir um grupo com alguns perfis que seu negócio quer atingir, mostrar o que está sendo feito e deixar que eles testem durante um tempo. Experimente, com uma boa estratégia você conseguirá obter muitos feedbacks que te ajudarão a se manter competitivo no jogo.

Tudo isso está diretamente conectado com métricas. Afinal, como Peter Drucker já disse, “Se você não pode medir, não pode melhorar”.

Como começar?

Antes de entrarmos de fato em dicas de como medir, é importante ficar claro que essas ferramentas existem para nos ajudar a tomar decisões que irão nortear para atingir os objetivos de negócio. Ou seja, é um esforço fundamental! Tendo isso em mente, vamos compartilhar abaixo três passos importantes que podem auxiliar em como começar:

1) Entenda o que o mercado precisa: Existem diversos produtos digitais no qual cada um se destina a alcançar diferentes objetivos de negócio. Por isso, é importante entender o que define valor para seu segmento e o que o mercado precisa.

Há vários tipos de métricas e será a partir dessa avaliação que você definirá quais são as mais relevantes para o seu produto. Pode ser sobre custo, esforço, quantidade de usuários que vão usar o sistema, tipo de receita, o quanto que eu vou ser competitivo, entre outros.

2) Estime o quanto vai entregar: É ilusório achar que se começa um projeto a cegas. O que precisa ficar claro é que estimar é diferente de medir – um é sobre até onde eu acho que consigo chegar e o outro é sobre onde eu realmente cheguei.

É importante estimar que com tal grau de confiabilidade eu consigo chegar até esse ponto. E isso pode ser em custo, mercado, vendas, etc.

3) Meça o resultado para confirmar se sua visão foi efetiva: Talvez a única forma de estimar que você conheça seja empírica a custo. Mas existem vários outros métodos que mostram o que é valor e que métricas e medidas usar.

Para exemplificar na segunda parte deste artigo traremos um caminho proposto pela scrum.org a EBM (Evidence-Based Management) que de acordo com a organização, “é uma abordagem empírica que fornece às empresas a capacidade de medir o valor que elas geram e os meios pelos quais elas entregam esse valor, usando essas medidas para orientar melhorias em ambos”.

Até o próximo!

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