Por Marcelo Mac Fadden

É comum escutarmos que determinada empresa é Parceira de outra, mas na prática, o que isto significa? A Parceria nasce com a união de esforços para alcançar um ou mais objetivos comuns, superando limites que muitas vezes uma empresa isolada enfrenta no mercado. Ou seja, esta prática pode complementar “skills”, ampliar uma atuação geográfica, trocar conhecimentos e até mesmo evoluir para uma “joint venture”, “merge” etc.

Às vezes esta prática nasce por interesses não operacionais: uma, ou ambas empresas, querem divulgar ao mercado que são Parceiras, com o único objetivo de marketing, sem ter necessariamente um outro objetivo. Geralmente, o que se busca neste tipo de parceria é a complementação de “brands” que pode de alguma forma, atrair o consumidor, agregar valor a produtos, captar novos clientes etc. Apesar deste ser um modelo aparentemente mais simples, se as expectativas estão alinhadas ele dá muito certo.

Entendo que o sucesso de uma Parceria esteja intrinsecamente ligado a Objetivos Comuns, Cooperação, Ética, Transparência e Revisão Contínua.

Parcerias com clientes e fornecedores

Também é comum misturar a relação de Parceria com a relação entre cliente e fornecedor. Se eu contrato um serviço com objeto, prazo e preço definidos eu tenho aqui uma relação de cliente e fornecedor, cujas responsabilidades devem ser respeitadas durante toda a relação. Agora, se por qualquer motivo as partes também desejarem acordar condições relacionadas a riscos compartilhados, “transfer skills”, “success fee” etc., aí podemos caracterizar esta relação como uma relação de Parceria. Este conceito parece óbvio, mas é importante não misturar as relações, justificando eventuais descumprimentos em nome de uma suposta Parceria.

Que tipos de empresas podem embarcar numa Parceria?

Dizer que a Parceria é de interesse exclusivo da pequena empresa é um engano. Relembremos que os interesses devem ser mútuos e nada tem a ver com o porte da empresa: uma grande multinacional pode ter interesse numa “startup”, por exemplo. Aliás, existem modelos de parceria de grandes empresas com “startups”, que servem como boas referências: Facebook, Google, Microsoft, Natura, 3M e Samsung. Vale o cuidado para não cair numa relação de “imposição”, eventualmente justificada pelo porte de uma das partes, o que muito provavelmente levaria ao fracasso.

Eu gosto da frase que diz que “Todos são Parceiros até que se prove o contrário”, contudo, não devemos levar ao “pé da letra”, afinal de contas, prioritariamente é preciso avaliar a sinergia de princípios entre as empresas. Mas se eu tivesse que dar uma sugestão, eu diria: tome riscos controlados em prol de uma Parceria.

Enfim, na prática a Parceira pode acelerar vários propósitos assim como também pode resultar em fracassos, mas como o mundo corporativo é enredado de riscos, o que vale é não desistir num primeiro insucesso mas avaliar o resultado com base em algumas tentativas orientadas.

Marcelo Mac Fadden é sócio fundador da Programmer´s, dirije a área de Vendas e Alianças da empresa, buscando contínuas atualizações relacionadas a métodos ágeis, ciência de dados, inteligência artificial, atendimento a clientes, gestão de pessoas, dentre outros.

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